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Para muitos pais, coachings e pilotos, a 1° etapa da 44° edição do Campeonato Brasileiro de Kart, provou que a vida também é feita de vitórias e derrotas. Sendo franco, não conheço esportista/piloto algum que só tenha vencido.
Pelo contrário, conheço excelentes pilotos e kartistas, campeões, que sofreram fragorosas derrotas por falhas pessoas, de equipamento, equÃvocos e também pilotos/adversários sem expressão alguma. Há sempre inúmeras explicações e justificativas para as derrotas de um kartista, mas nenhuma explicação ou justificativa muda o resultado da prova. Perder faz parte do "jogo".
Da mesma forma não conheço nenhum esportista individual de outras categorias que não tenha sofrido uma derrota. Tenistas, boxeadores, nadadores campeões, todos já experimentaram o amargo sabor de uma derrota. O que uma equipe ou um esportista fazem quando perdem é analisar as causas, os motivos, os erros que levaram à derrota. Em seguida, a tarefa é aumentar o treinamento, reforçar os pontos fortes e trabalhar para acabar com os pontos fracos para voltar a vencer. Assim, o esportista ou o time aproveitam a derrota para aprender.
E o bom coaching de pilotos aproveita a derrota para mostrar ao esportista/piloto que não se pode diminuir, desprestigiar, “esnobar†ou menosprezar um adversário, por menor ou mais fraco que seja. Um bom coaching aproveita a derrota para mostrar que não se pode ter “salto alto†e que a humildade é um atributo de valor para um bom esportista e para um bom time.
E, um bom coaching, ao mesmo tempo, afirma que perder faz parte do campeonato e reafirma que a missão é vencer, motivando o esportista/piloto, e cada um dos que fazem parte deste time (mecanicos, empurradores de kart...) para que esqueçam a derrota, lembrem que são vencedores e que a derrota foi apenas um acidente de percurso que todos experimentam um dia na vida. Mesmo os campeões.
A mesma atitude temos que ter frente às derrotas na vida. Nem sempre ganhamos. Muitas vezes, nossas derrotas, pequenas ou grandes, são inexplicáveis para nós mesmos e para o cenário do kartismo. Tentamos explicar, justificar, entender, rebater que foi falha do fiscal de pista/prova. Mas nada nos fará reverter o resultado da corrida perdida e da derrota passada.
Nessa hora o importante é não “jogar a toalhaâ€. É tirar as lições da derrota, treinar com ainda mais afinco e voltar a vencer. Com garra e humildade, com vontade e determinação. Ficar “curtindo†a derrota pode nos levar à depressão e nos tornar eternos derrotados. E aà mora o perigo!
Através da experiência corporativa que obtive ao longo dos anos, conheci empresas e empresários que têm enorme dificuldade em absorver as derrotas. Entram em profunda crise quando perdem um contrato, quando perdem uma venda. Começam uma busca insana de “culpados†e instalam uma “caça às bruxas†que leva toda a empresa a um profundo clima de desmotivação. Um piloto/kartista é uma empresa - tem orçamento próprio, coaching, visão de futuro e retorno sobre investimento (ROI) a cada prova. Fazer uma dispensa geral, um escândalo por um problema estrutural e organizacional do 44° edição do Campeonato Brasileiro de Kart, sediado em Goiania é repensar em um planejamento que era previsto de falhas, mas não podemos impedir que a criatividade futura, castram o inovar, o tentar, o questionar. Pai de piloto, não desmonte seu time vencedor na primeira derrota. Não faça a administração e gestão pelo medo, pela punição.
Uma derrota bem analisada é um excepcional material de aprendizagem. Pode ser um “case†rico para mudanças necessárias em processos, procedimentos, atitudes e comportamentos.
Na verdade, aprendemos muito mais com as derrotas do que com as vitórias - isso todos sabem - porém a vitória é quase sempre comemorada sem análise e que podem levar um piloto/kartista a pensar que não precisa empreender mudanças. As vitórias sucessivas poderão nos cegar, nos tornar arrogantes e com essas atitudes poderemos estar justamente pavimentando o caminho para futuras derrotas, de imagem, falta de patrocinadores e claro de relacionamento nas pistas.
Por uma questão de histórico, observando e conversando com pilotos "das antigas", a análise que fazemos com estes mesmo que carimbaram a história com tÃtulos e sucesso, verificamos que derrotas do passado as fizeram mudar. Foram justamente as pequenas ou grandes derrotas, pequenas ou grandes crises que criaram as condições e o clima para o repensar, o reavaliar, o refazer. Repensando, reavaliando o todo ou algumas partes, essas empresas encontram um novo caminho. Encontram o caminho do sucesso que hoje possuem. Muitas declaram sem medo ou vergonha que foi, justamente “graças à s derrotas e crises†que tiveram a coragem de mudar e a disposição e a garra para vencer.
A verdade, portanto, é que saber perder é tão essencial quanto saber ganhar. Pense nisso.
Fonte e Imagem: www.kartonline.com.br
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